Bike News

DIA DOS NAMORADOS - Homenagem My Bike

por Aline Paroliz

SUMAIA E DANIEL

A vice-líder do ranking Nacional, Sumaia Ali dos Santos, conheceu seu namorado Daniel Soeiro quando jogava Vôlei pela cidade de Guarulhos e ele representava o ciclismo da mesma cidade. Nesse ano de 2000 ela ainda nem pensava em ciclismo.
A aproximação aconteceu aos poucos durante as refeições no alojamento. O tempo passou e eles já moram juntos há 5 anos.
Ela conta que o apoio dele foi fundamental para a evolução na modalidade. “Posso dizer que tenho sorte de ter uma pessoa que tanto me ajuda. Posso contar sempre com ele e treinamos a maioria das vezes juntos. Apenas existe uma cobrança em relação ao dar o meu melhor nos treinos e competições para atingir o resultado tão desejado: a vitória!!”.
Nos Jogos Abertos de 2007 a presença do namorado foi fundamental para a primeira vitória de Sumaia. “Estava extremamente nervosa apesar de preparada, tudo era novo, minha primeira competição de verdade. Quase perdi a tomada de tempo. Depois fui passando disputa a disputa e cheguei à final! Nem eu acreditava, a presença do Daniel foi fundamental. Acho que se tirassem ele dali naquele momento, minhas forças iriam embora com ele. Ganhei a competição por uma diferença mínima. E ao término apesar da dor insuportável nas pernas, nos abraçamos com muita emoção e choramos muito por ter conseguido tal resultado! “

Sumaia & Boy

 

KELLY E BRUNO

Um casal um pouco mais recente Kelly Cristina e Bruno Tabanez se conheceram através do ciclismo. Em 2007 Kelly começou a pedalar por lazer e foi convidada a integrar a equipe de Americana. Nessa época, Bruno já era um veterano do ciclismo. Foi em uma prova, fevereiro de 2008, em São José dos Campos que se conheceram pessoalmente, no dia da primeira prova de Kelly. A partir daí aproximaram-se cada vez mais, até que em Abril começaram a namorar, um pouco antes da Volta de São Paulo. “Até teve um fato muito legal na Volta do Estado de São Paulo! Foi na 2º etapa, quando os ciclistas largavam em Sorocaba e seguiam até São Carlos. Como eles passavam aqui, na Bandeirantes, e era pertinho da minha casa, fui ver o pelotão passar só pra matar a saudade e poder ver, um pouquinho, o Bru de longe... e num é que ele parou, me deu um beijo, e voltou para o pelotão!! Eu fiquei super feliz!”
Kelly conta que não é fácil namorar um ciclista profissional, já que ela treina e compete por lazer. “No começo é sempre difícil, eu nunca tinha namorado, e ainda mais um ciclista, que vive viajando a treinos e competições, tem os seus momentos de altos e baixos, mas eu sempre o entendi, sempre o apoiei. As viagens nunca foram motivo para brigas, sempre nos mostrou o quanto agente amava e ama um ao outro e dá cada vez mais e mais saudades!”

 
 

NATY E JUNINHO

A famosa Volta do Estado de São Paulo, além de ser uma das maiores provas no Brasil tem marcando a vida de alguns casais. Além de Kelly e Bruno, Natália e Walter (Juninho) tem o relacionamento marcado pela Volta.
Eles já se conheciam desde 2001 quando Natália ia para as provas assistir o irmão, Andrio. Mas nessa época a comunicação não passava de um breve cumprimento. Em 2002 Natália deixou de ir às provas e assim não viu mais Walter. O reencontro aconteceu em 2006 quando foi representar a equipe de São Caetano e ele já era atleta da equipe. “Logo que acabou a volta de São Paulo ele me chamou para ir ao cinema, e no primeiro encontro me pediu em namoro, estamos até hoje! Somos namorados e depois da volta de São Paulo vamos ficar noivos”.
Ela conta que não existe rivalidade nenhuma entre o casal, pelo contrário, estão sempre ajudando um ao outro.
Um momento muito emocionante do casal aconteceu nos Jogos Abertos de 2008 em Piracicaba. “Estávamos preocupados, pois nenhum estava na melhor forma, não consegui me classificar na velocidade, sabia que se não fosse bem nas outras provas algo não muito bom ia acontecer e quando chegou na prova de meio fundo, eu prometi para o meu treinador e para o Juninho, que poderia cair dura no chão, mas ia ganhar o meio fundo! O Juninho estava triste por algumas coisas que estavam acontecendo e também falou que ia conseguir subir no podium! Dito e feito: ganhei a prova e realmente cai dura, porque desmaiei logo que passei a chegada. O Juninho fez segundo. Foi muito emocionante para nós dois!”.

 

JAQUELINE MOURÃO E GUIDO VISSER

Paixão a primeira vista define o encontro do casal Jaque e Guido. Foi por uma fatalidade o encontro do casal. Em 2003 Jaqueline teve problemas mecânicos durante o Campeonato Pan Americano e, por causa disso, precisou continuar a temporada internacional em busca de mais pontos para conquistar a vaga olímpica. Ela iria ao Canadá e precisava de um local para se hospedar. “Pedi ao treinador do time nacional canadense se poderia conseguir um local para eu me hospedar. Ele conseguiu que eu me hospedasse na casa de um de seus amigos (o Guido). Perguntei como faria para reconhecê-lo. Ele me disse: Sou Máster, tenho cabelo amarelo e cara de palhaço. Pensei: posso ir tranqüila, esse aí deve ser muito feio. Chegando ao aeroporto: Paixão à primeira vista!”.
Ela conta que a primeira visita de Guido ao Brasil foi um tanto inusitada. Ela tinha compromissos na Áustria e deixou-o uma semana com a família dela que ele acabara de conhecer. “Eu tive que ir à Áustria para uma semana de testes físicos e assinatura de contrato com um de meus patrocinadores. Deixei “o gringo” uma semana com minha família. Resultado: voltei da Áustria e ele já estava falando português! Ele até mesmo me representou na festa de Natal da minha família e arriscou umas expressões mineiras.”
O casal, que escreveu história nas trilhas do MTB, agora está totalmente focado nas olimpíadas de inverno de 2010, como atleta e treinador, e depois quem sabe... sobre um tempinho para planejar os herdeiros!

"Guidon" & Jaque - Mesmo "aposentados" do MTB não abrem mão de uma boa pedalada
 

GILDA ESTEVES E MARCIO MARTINEZ

Se conheceram há 20 anos atrás e começaram o namoro no dia do aniversário dela (21/04). No dia do aniversário dele (08/12) já estavam comemorando com amigos e morando juntos na casa nova construída pelo Marcio. Tudo muito rápido no ano de 1989. A bicicleta apareceu na vida deles no primeiro dia dos namorados que passaram juntos. Presente dado pelo Marcio à Gilda que se apaixonou pelos pelotões de ciclistas que o casal avistava todo dia quando iam de carro para o trabalho. “Foi amor a primeira vista!”  Marcio teve que se render, encostou a prancha de  surf  e comprou uma bike também”. No inicio era couro atrás de couro.  Sobrava direto para a Gilda. Certa vez pediu duas semanas para treinar, mas não teve jeito! Sobrou de novo! Até que entrou para a musculação, treinou, treinou e ate hoje existe uma rivalidade “saudável” entre o casal que só termina quando Gilda bate no guidon e pede pra sair! 

“As vezes esta situação se inverte. São raras, mas inesquecíveis!”

Marcio & Gilda – Tela de autoria da Iêda Botelho
 

CYNTHIA DUARTE E IVO LUCAS SIEBERT

Com 15 anos de estrada literalmente, Cynthia e Ivo, começaram juntos no esporte, mas a diferença de idade era algo que, na época, impediu uma maior aproximação. Hoje crescidinhos, se reencontraram e estão juntos há 2 anos -  o amor e as afinidades com o esporte falaram mais alto. Cynthia conta, entre risos, que até já tentou namorar pessoas "normais" mas é muito complicado...

“Difícil relacionamentos com estas malucas do pedal que dormem cedo, não bebem, não fumam! Os "normais" até tentam mas, sem vivenciar o esporte, não há como!!! Voce chega do treino, começa a contar que "rolou a cana"...que você "pegou vácuo num caminhão"... e...o cara até te olha com cara de feliz, tentando achar muito legal mas...na verdade não tem a menor idéia de que diabos de emoção pode alguém sentir sofrendo em um pelotão a 50 por hora!”

“É inegável que temos uma vida diferente! É uma cumplicidade extremamente necessária para nós, atletas de competição. Cumplicidade vital !!!

Ela conta que essa cumplicidade faz muito bem ao relacionamento do casal e agora a companhia do Ivo nos treinos é algo indispensável.

Cynthia & Ivo - Vivem e treinam em Curitiba
 

ANA RAFAELA E PAULO JAMUR

Outro Casal de Curitiba.  O encontro dos dois foi mero acaso do destino...

“eu fui convidada a participar de uma corrida de aventura e justamente a equipe era a que o Paulo fazia parte...durante a prova agente já foi se conhecendo....e sempre rolando muita brincadeira. Depois de alguns dias eu mandei uma mensagem e ele me ligou, dai começamos a ficar juntos e estamos a 6 anos e há 1 ano casados”.

Rafaela praticava vôlei quando conheceu o Paulo. Ele logicamente, não perdeu tempo e na primeira oportunidade a levou para a pista. Rafaela se apaixonou. Treinou 2 vezes e foi participar de uma prova pela faculdade e levou a medalha dos 500 m. Daí pra frente ela largou o vôlei e não parou mais de treinar.
Hoje os 2 moram juntos, treinam juntos, ela é professora de educação física e ele administra a sua loja  a “Jamur Bikes” que existe em Curitiba há 16 anos.

 

KATHIÚSCIA E FLÁVIO

Alojamento. Onde o casal se encontrou, no final do ano de 2007, quando Kathita passou a integrar a equipe de Pindamonhangaba. A convivência diária nos treinos e no alojamento estreitou os laços de amizade que mais tarde virou namoro.

Kathita diz que o incentivo de Flávio é muito importante na rotina de treinos dela. “Estamos juntos sempre, ele me apoiando e me motivando a melhorar. Temos lá nossos estresses durante um treino duro. Mas sei que ele cobra muito nos treinos para o meu bem.“

No início do ano ela estava se preparando para a Volta do Futuro e combinou um treino com Flávio em determinado ponto da estrada, pois ele havia saído mais cedo e ela o encontraria para que ele pudesse ajudá-la. Porém, ele passou e não a viu. Ela saiu na perseguição. “Sai doida atrás dele! Tive que persegui-lo por mais de 10 km, nunca fiz tanta força! Quando finalmente encostei, ele me olha dizendo: onde você estava? Mas no final das contas acabou sendo o meu melhor treino de CRI para volta do futuro! Tive que andar muito forte aquele dia. Mas sem saber que estava me ajudando, ajudou bastante! Acabei em sexto na crono!”

Kathita & Baiano - Juntos desde 2007
 

JULIANA RENNER E EDUARDO PINHEIRO (Jú & Dú)

Juliana e Eduardo se conheceram através do ciclismo. Ela, que já corria pela equipe de Salto, foi recepcioná-lo quando ele passou a integrar a equipe.

“Foi amor à primeira vista!” Conta ela. Tudo aconteceu muito rápido, conheceram-se em Fevereiro de 2007 e em Maio resolveram se unir e moram juntos até hoje.

Em 2008 também correram juntos pela mesma equipe, Memorial/Santos. Hoje correm por equipes diferentes, mas continuam treinando juntos e apoiando um ao outro.

 “Se não fosse pelo ciclismo, provavelmente, não nos conheceríamos. A melhor coisa de sermos ciclistas, é que nos apoiamos nos treinos, em competições e temos objetivos em comum.”

 
GISLAINE SEGURA E ELIÉSIO HUBNER

Cenário: o belo Parque do Ingá na cidade de Maringá. Eliésio viu Gislaine pedalando e teve um grande interesse a ponto de pedir o telefone da moça a um amigo em comum. No mesmo dia ligou e a convidou para uma confraternização do clube de ciclismo e desde o dia 11 de Dezembro de 2004 estão juntos.

Raramente o casal treina junto, porque a rotina dos dois é bem diferente. São profissionais atletas com uma vida bem corrida e muito amor pelo esporte. Eliésio conta um pouco da história da Gislaine:

Jane & Eliésio
“Quando ela começou a pedalar não tinha bike, usava a do treinador. Meu primeiro grande presente foi uma Mountain Bike usada, com a qual ela competiu os jogos da juventude do Paraná. Fui prestigiar! Era uma prova de marathon com clima frio, chuvoso e lama. Na hora da largada caiu uma tempestade. Fiquei com uma dor no coração vendo-a largar... e depois de uma hora de prova vejo a primeira colocada, e nada, a segunda e nada, de repente a 3° colocada cheia de lama, só aparecendo os olhos! Ela cruzou a linha de chegada e sai correndo atrás, dei um abraço e um beijo com gostinho de barro!  Isso é o amor! Fiquei muito emocionado, chorando igual a uma criança! Ate hoje em todas as provas que ela larga me dá esse friozinho na barriga.”
 

ISABEL OLIVEIRA E BRUNO MENDES

Foi no ano de 1994 que Isabel e Bruno se conheceram no trabalho. Ela como uma boa observadora notou que os hábitos do rapaz eram um tanto diferentes. O café da manhã dele no trabalho incluía gatorade e também as vestes esportivas chamaram a atenção dela.

Ele a atraiu para o ciclismo, e conta uma situação engraçada. “Quando saí pela primeira vez com um grupo junto com ele para treinar ciclismo, sempre falava que levava lanche para comer durante o treino. Depois de algumas horas pedalando perguntei: quando vamos parar para comer? E descobrir que nos alimentávamos pedalando!”.

O casal pratica triathlon e participam de provas de ciclismo. Eles tem uma filhinha, a pequena Luísa. Durante a gravidez, Isabel se dedicou à natação e hidroginástica, virando torcedora do marido durante as provas de ciclismo.

A chegada desse anjo ajudou imensamente em tudo, inclusive nos treinos, aprendemos muito a cada segundo e a força agora é muito maior.”

 

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