Os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h. Todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo. Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35ºC, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação. Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.
A conclusão Após 2 anos de estudos foi concluído que os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares. A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água e que ainda contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes.
Recomendação O estudo recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja por dia; volume que os autores definem como moderada. No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois. O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.
A opinião de quem entende: Nelma Raizer – A Gerreira!
Tetra Campeã da maratona do Chopp 1995/96/97 e 98, ex-triathleta, ciclista, maratonista e acostumada a vencer grandes desafios como, por exemplo, o último que ela enfrentou: Uma “provinha” de aventura no deserto do Jalapão onde foram percorridos 470 Km em 5 dias!! Nelma sabe o quanto este líquido é precioso para a sua recuperação...
“Quando eu tomo umas 3 latinhas ela só faz bem . Eu concordo com a pesquisa realmente tira as dores musculares , melhora o humor e o sono . O difícil é tomar só 3 latinhas *rs* . Final de semana, com a desculpa dos treinos serem mais longos, a quantidade de cerveja também aumenta...”
Alexandre Ribeiro – O Ultraman
Acostumado a disputar no Havaí, o triathlon mais exaustivo que existe - "O Ultraman", o carioca Alexandre Ribeiro, que já pratica o triathlon há 26 anos, confessa que a cerveja sempre fez parte da sua dieta. “Eu posso dizer, na prática, que nunca me prejudicou e pelo contrário me ajudou bastante em diversas situações. Vou dar um exemplo , no meu último ULTRAMAN 2008 em que as distâncias são no 1º dia 10km natação + 145 km, 2º dia 276 km e no 3º dia 84 km e a distancia total é: 10 km natação,421 km bike e 84 km de corrida, eu bebia na noite anterior, no jantar, 4 tulipas. Era o suficiente para relaxar minha mente e dormir mais descansado, pois cada dia de prova correspondia a mais ou menos 7h20min!" "Sendo que no último dia de prova ,após 6h14min da ultramaratona 84km ao invés de tomar remédio dorflex ,eu trocava pela cerveja, pois me dava o mesmo efeito e ainda por cima aproveitava para comemorar a minha vitória (rsrsrsrs)." "O problema é que as pessoas tem um grande preconceito com a cerveja...veja bem, o teor de álcool é muito pequeno... só para você ter uma noção tem 95.5% de água além da composição, ela é feita de arroz, lupo, cevada e só 4.5% de alcool! Não se pode nunca comparar com a cachaça e outras com teor de álcool 13%, ai sim voce correr o risco de desidratar, mais isso é muito pessoal eu não posso aconselhar nem motivar as pessoas a ingerir bebida de qualquer espécie,pois existem pessoas que não conseguem beber moderadamente e acabam virando alcoólatras. Eu bebo moderadamente e tenho o controle total da situação sem me deixar extrapolar."
Num truque menos ortodoxo, Alexandre revela que na noite anterior à corrida do Ultraman em 2008, tomou 4 tulipas. "O álcool dá uma soltada na musculatura", explica.
Precaução Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central.
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