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Controle Antidoping em Atletas, por Sandra Soldan



Mybike convidou Sandra Sondan, Triatleta Olímpica e Médica formada pela UFRJ em 1997, para falar um pouco sobre o seu trabalho junto a CBDA – Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos que realiza regularmente controle antidoping nos atletas federados.



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Há 2 anos e meio fui convidada a fazer parte do meio através da CBDA, na época do escândalo de proporção gigantesca da nadadora Rebeca Gusmão .

A médica da CBDA foi automaticamente afastada e então eu assumi o cargo. Um desafio.

E desafio é comigo mesmo!




Foto: Rebeca Gusmão

Desde então faço controles regulares em atletas da CBDA,  dentro e fora de competição, ao longo de todo o ano. Eles devem manter informações de seus horários e locais de treinamento,  assim como deslocamentos para competições, sempre atualizados, de maneira que a qualquer momento, um agente da FINA – Federação Internacional de Natação pode se apresentar e fazer um controle fora-de-competição.
 
  Esta atualização de agenda é de inteira responsabilidade do atleta.  Portanto, é de suma importância que o atleta tenha consciência disto, pois no caso de  no-show ( não estar presente no local onde supostamente deveria estar, no caso de um controle sem aviso prévio), o atleta pode ser considerado positivo, apos 3 em um período de 18 meses.
 
  Esta é uma ação da FINA. Neste ano, estaremos intensificando os controles, o que tem acontecido progressivamente. E tudo se faz com entendimento da CBDA junto à FINA. Assim como a punição de casos positivos, seguindo o regulamento da WADA. 
Divulgação Para mim fica tudo mais fácil, pois tenho um passado de atleta olímpica, no qual vivenciei muitos casos de doping em meu esporte, e sei que isto acontece. Este foi o meu principal fator motivador para ingressar nesta função. E a minha formação em medicina esportiva, que me alavancou para isto.  O mentor de todo o processo é o Dr. De Rose, figura e referência internacional no assunto.
 

Agência Nacional Antidoping – ABA

A Agência Nacional Antidoping (ABA) está finalmente saindo do papel. Deixa de ser uma entidade teórica e invisível para ser uma entidade pratica e de ação.
 
A criação da ABA é um avanço no controle de doping no país, que terá independência política e econômica  para executar suas funções.   A unificação das ações no controle de doping entre as confederações é algo importante também, já que no momento isto fica a cargo de algumas confederações, por iniciativa própria, e que devem financiar suas ações.  
Estão entre elas a CBC – Confederação Brasileira de Ciclismo, CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo, CBDA – Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos e a  CBfisioculturismo - Confederação Brasileira de Fisiculturismo.

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Perspectivas Futuras

Segundo Sandra Soldan, com a criação da Agência Nacional Antidoping - ABA, outras confederações estarão fazendo parte do grupo, no intuito de se verem envolvidas em um controle de doping mais rigoroso.
 
A ABA será vinculada diretamente ao Ministério dos Esportes. Os seus executores, na verdade, serão os mesmos, os que já o fazem atualmente. Eu inclusive.

  
Isto tudo para se idealizar um controle de doping nos moldes de primeiro mundo, já que seremos sede dos Jogos Olímpicos, e isto é uma condição de prioridade junto ao COI, finalizou Sandra Soldan.